O meu filho mais novo começou a andar aos 22 meses de idade.
Quando fez 1 ano, esperávamos que mais dia menos dia, ele começasse a dar os primeiros passos...mas nada.
A pediatra dizia-nos que não era preocupante até aos 18 meses.
Estes chegaram, partiram e nada...
Começou o stress, aliás, já tinha começado bem antes, mas a partir daí, ficámos seriamente preocupados e ansiosos.
Como a pediatra não dava mostras de querer fazer alguma coisa a esse respeito, fomos procurar outra pediatra que nos foi aconselhada por um familiar.
Tudo o que fizemos daí para a frente, foi particularmente e ficou muito caro, mas tínhamos de saber e rapidamente, porque é que o nosso filho não andava.
Se houvesse algum problema com ele, tínhamos de o tentar resolver e bem depressa.
Não chorei um único euro gasto naquela altura.
Esta nova pediatra mandou fazer uma ressonância magnética à cabeça do menino para saber se haveria algum problema neurológico.
Como as crianças são incapazes de permanecer sossegadas durante os 30 minutos que dura o exame, teve de levar anestesia geral.
Ajudei a segurar na máscara da anestesia e entretive-o até adormecer.
Deu-me um nó no peito...ele lutou tanto contra o sono inevitável...
Por fim, lá adormeceu e eu saí. Quando acabou, chamaram-me.
Ele ainda estava a dormir e pediram-me para chamar por ele para começar a despertar.
Foi tudo indolor, nessa parte eu estava tranquila.
Os meus pensamentos iam para o resultado, mas graças a Deus, adiantaram-me logo que estava tudo bem.
Dali, fomos para uma consulta de neurocirurgia e levámos a ressonância para termos uma melhor interpretação do especialista que nos disse, novamente, que estava tudo ok, não havia qualquer problema.
Seguiu-se uma consulta de desenvolvimento, onde avaliaram possíveis défices sensoriais, cognitivos e motores do meu filho. Avaliaram também perturbações do espectro autista.
Lembro-me que durante a consulta, passou na rua uma ambulância com as sirenes ligadas, e o meu filho, muito depressa, diz: "tinóni, tinóni".
"Pronto, autista ele não é!" Disse-me a médica. "Os autistas vivem num mundo só deles sem ligar ao que os rodeia e o vosso filho reagiu ao som da sirene."
É que nem sequer tinha pensado nessa hipótese!
O ortopedista também não escapou à nossa procura de um possível problema.
Depois de ver o raio x que nos tinha mandado fazer às pernas do menino, disse-nos de caras: "Cancro não é".
C'um caraças!!! Isto vai de mal a pior!!
Tínhamos de continuar à procura.
A pediatra encaminhou-nos para um fisioterapeuta pediátrico, onde depois de duas sessões e muitos exercícios, também nos disse que não havia nada errado com a criança. Várias consultas e exames depois e excluídas todas as hipóteses, chegou-se à conclusão que ele deveria ser preguiçoso.
Foi precisamente isto que se confirmou cerca de duas semanas mais tarde.
Um dia, quando chegámos ao infantário para ir buscar o nosso filho, a educadora disse-nos para espreitarmos para o recreio, mas com cuidado para ele não nos ver.
Perto dele, estava uma senhora auxiliar e um carrinho daqueles em que eles se sentam e com os pés no chão, dão impulso para andar.
A tal senhora empurrava o carrinho para 1 metro adiante e o meu filho dava uns passos para ir buscar o carrinho. Quando lá chegava, a senhora tornava a afastar o carrinho mais um pouco...e o meu filho dava mais uns passos para ir ter com ele.
De cada vez, as distâncias iam sendo maiores...mas, pelos vistos, isso não era problema para o safadola!!
Ficámos boquiabertos!!
No infantário disseram-nos que ele já fazia aquilo há algum tempo, mas não nos disseram nada, queriam que víssemos com os nossos próprios olhos, só que ainda não tinha surgido o momento certo. Ele só andava quando lhe apetecia e não quando lhe diziam para o fazer!
Assim que ele nos viu, sentou-se no chão disfarçadamente. Desgraçado!!
Fez-nos correr dúzias de médicos, fazer resmas de exames, gastar rios de dinheiro e era só...preguiça??
Mas claro que ficámos muito contentes e suspirámos de alívio!!
Ele que nunca gatinhou, só se arrastava de rabo pela casa (devia ser mesmo pesado aquele rabo).
Como viu que já não lhe adiantava nada fingir que não conseguia andar, sim porque depois não lhe facilitámos a vida, ele queria uma coisa, tinha de a ir buscar, decidiu que a brincadeira já tinha ido longe demais e uns dias depois "corria" pela casa.
Tudo está bem quando acaba bem!!
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Apneia do sono
A apneia do sono é um distúrbio do sono, potencialmente grave, em que a respiração pára e recomeça repetidamente.
Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão do sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial.
Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de noite mal dormida aquando o despertar, assim como a fadiga e a sonolência durante o dia.
O diagnóstico é confirmado por um estudo cardio-respiratório chamado polissonografia.
Existem três tipos de apneia do sono: a central, a obstrutiva e a mista ou complexa (central + obstrutiva).
Na central, a respiração é interrompida pela falta de esforço respiratório
Na obstrutiva, a respiração é interrompida por um bloqueio físico ao fluxo aéreo apesar do esforço respiratório.
Na mista ou complexa, há uma transição de características centrais para obstrutivas durante os eventos.
Em qualquer um dos tipos, o indivíduo com apneia do sono, raramente está consciente de que tem dificuldades para respirar, mesmo depois de acordado, sendo que a apneia é muitas vezes identificada por outras pessoas que testemunham os episódios durante o sono.
Na infância, pode ocorrer por hipertrofia do tecido linfóide das vias aéreas superiores (adenoides e amígdalas) ou mesmo por mal-formações congénitas.
Adolescentes e crianças com apneia têm um risco maior de problemas comportamentais e de aprendizagem.
A doença diminui a qualidade de vida da pessoa e aumenta a taxa de mortalidade, visto que pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, como arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão, aumenta o risco de morte súbita por causa cardíaca e diabetes.
Os especialistas que podem diagnosticar a apneia são os clínicos gerais ou preferencialmente um otorrinolaringologista e somente em cirurgias para retirada dos adenoides e das amígdalas, ocorre a cura completa.
Consulte um profissional da saúde se apresentar ou se notar alguém com um ressonar muito alto, especialmente se for seguido por períodos de silêncio, se tiver falta de ar durante o sono, se houver pausas frequentes na respiração durante o sono ou sonolência excessiva durante o dia.
Como já referi no post anterior, o meu filho teve apneia do sono e foi operado com sucesso.
A recuperação do pós-operatório foi difícil, mas sem dúvida que valeu a pena.
Na terceira semana depois da operação, respirava tão baixinho e tão suavemente que às vezes eu julgava que ele não estava a respirar de todo. Costumava encostar bem o meu ouvido à boca dele para tentar ouvir a respiração durante o sono.
Uma coisa estranha que ocorre depois de uma operação deste género é na voz dos doentes que fica fina e esganiçada, mas volta ao normal logo que passam as dores.
Nunca teve problemas de aprendizagem ou comportamentais, sempre foi um querido e muito inteligente.
Passados quase 5 anos da operação, o sono do meu filho é tranquilo e descansado, não voltou a ter apneia.
Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão do sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial.
Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de noite mal dormida aquando o despertar, assim como a fadiga e a sonolência durante o dia.
O diagnóstico é confirmado por um estudo cardio-respiratório chamado polissonografia.
Existem três tipos de apneia do sono: a central, a obstrutiva e a mista ou complexa (central + obstrutiva).
Na central, a respiração é interrompida pela falta de esforço respiratório
Na obstrutiva, a respiração é interrompida por um bloqueio físico ao fluxo aéreo apesar do esforço respiratório.
Na mista ou complexa, há uma transição de características centrais para obstrutivas durante os eventos.
Em qualquer um dos tipos, o indivíduo com apneia do sono, raramente está consciente de que tem dificuldades para respirar, mesmo depois de acordado, sendo que a apneia é muitas vezes identificada por outras pessoas que testemunham os episódios durante o sono.
Na infância, pode ocorrer por hipertrofia do tecido linfóide das vias aéreas superiores (adenoides e amígdalas) ou mesmo por mal-formações congénitas.
Adolescentes e crianças com apneia têm um risco maior de problemas comportamentais e de aprendizagem.
A doença diminui a qualidade de vida da pessoa e aumenta a taxa de mortalidade, visto que pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, como arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão, aumenta o risco de morte súbita por causa cardíaca e diabetes.
Os especialistas que podem diagnosticar a apneia são os clínicos gerais ou preferencialmente um otorrinolaringologista e somente em cirurgias para retirada dos adenoides e das amígdalas, ocorre a cura completa.
Consulte um profissional da saúde se apresentar ou se notar alguém com um ressonar muito alto, especialmente se for seguido por períodos de silêncio, se tiver falta de ar durante o sono, se houver pausas frequentes na respiração durante o sono ou sonolência excessiva durante o dia.
Como já referi no post anterior, o meu filho teve apneia do sono e foi operado com sucesso.
A recuperação do pós-operatório foi difícil, mas sem dúvida que valeu a pena.
Na terceira semana depois da operação, respirava tão baixinho e tão suavemente que às vezes eu julgava que ele não estava a respirar de todo. Costumava encostar bem o meu ouvido à boca dele para tentar ouvir a respiração durante o sono.
Uma coisa estranha que ocorre depois de uma operação deste género é na voz dos doentes que fica fina e esganiçada, mas volta ao normal logo que passam as dores.
Nunca teve problemas de aprendizagem ou comportamentais, sempre foi um querido e muito inteligente.
Passados quase 5 anos da operação, o sono do meu filho é tranquilo e descansado, não voltou a ter apneia.
Adenoamigdalectomia
Este nome estranho e comprido traduz-se na operação aos ouvidos, nariz e garganta.
É indicada quando a criança tem dificuldade em respirar e ressona devido ao crescimento das amígdalas e dos adenoides e fica com uma otite serosa que prejudica a audição.
O crescimento dessas estruturas ocorre, geralmente, após uma infecção vírica, como uma gripe, e quando não voltam a reduzir, as amígdalas na garganta e os adenoides, que são uma espécie de carne esponjosa que se localiza dentro do nariz, impedem a passagem do ar e aumentam a humidade dentro dos ouvidos, provocando um acumular de secreção que pode levar à surdez, se não for tratada.
Esta obstrução, por norma, provoca o ressonar e a apneia do sono, que é a paragem respiratória durante o sono, colocando em risco a vida da criança.
Normalmente, o aumento das amígdalas e adenoides regride até aos 6 anos, mas nos casos mais frequentes, entre os 2 e os 3 anos de idade, é indicada a cirurgia que é feita de forma simples, mas com anestesia geral e tem a duração de 30 a 45 minutos.
A retirada dos adenoides e das amígdalas é feita pelo nariz e pela boca sem necessidade de cortes na pele.
É também introduzido um tubo, chamado de tubo de ventilação no ouvido interno, para arejar o ouvido e drenar a secreção e é removido passados 12 meses.
Durante esse tempo, é aconselhável o uso de tampões nos ouvidos no mar, piscinas ou até mesmo quando se toma banho em casa para evitar que entre água.
A recuperação da cirurgia depende de criança para criança, podendo causar dores de garganta moderadas a intensas, sendo aliviadas com analgésicos prescritos pelo médico.
Nesta fase do pós operatório é importante que a criança coma gelados, iogurtes, gelatinas ou líquidos frios. Convém ser algo que não irrite a garganta da criança ou prejudique a sua cicatrização, como o pão.
Durante a semana seguinte à operação, a criança deve evitar frequentar espaços fechados e com muita gente e não deve ir à escola para evitar infecções.
Tinha um dos meus filhos 3 anos quando fez esta operação à garganta, ouvidos e nariz.
Já andava a reparar há algum tempo que o meu filho ressonava muito alto e além disso, havia paragens respiratórias durante o sono.
Decidi que iria falar com a pediatra dele durante a próxima consulta de rotina e assim fiz.
Encaminhou-me para o otorrinolaringologista que foi um anjo caído do céu.
O meu filho só conheceu este médico no momento antes de entrar para o bloco operatório, quando estávamos só os dois e o dr nos veio cumprimentar e dizer que ia correr tudo bem.
Em duas consultas que o meu filho teve com o otorrino, esteve sempre a dormir ( não descansava o suficiente durante a noite).
O exame que fez para confirmar a apneia foi uma mera pro-forma, uma vez que o médico assistiu ao vivo e a cores às paragens respiratórias dele e ao ressonar imenso.
Quando nos disse que a criança corria um sério risco de vida, é que me caiu a ficha.
A apneia pode provocar o aparecimento de problemas cardiovasculares e aumentar a morte súbita por causa cardíaca.
Agendou a cirurgia para a semana seguinte, pelo meio ainda teve uma consulta com uma anestesista.
No dia da operação, fiz-me de forte perante ele, mas assim que entrou para o bloco operatório, desfiz-me em lágrimas. Sabia que ia demorar cerca de 30 ou 45 minutos, mas passou mais de 1 hora e nada.
Assim que o vi sair do bloco, fui a correr e pude estar com ele na sala de recobro.
Não arredei pé para ele poder sentir a minha presença. Estava com os lábios e o nariz ensanguentados, além de inchados.
O cirurgião veio ter comigo ao recobro e disse que tinha corrido tudo muito bem e que não tinha sido necessário introduzir o tal tubo de ventilação, fizeram apenas uma grande limpeza aos ouvidos.
O acordar dele foi o pior!! Gritou tanto que ainda hoje, passados quase 5 anos da operação, ainda o ouço como se fosse ontem. Quanto mais gritava, mais lhe doía, e era isso que eu lhe dizia numa tentativa vã de o acalmar, mas com 3 anos, ele não percebia, e era a maneira dele me dizer que doía muito. No entanto, eu tinha-o preparado para a operação, disse-lhe tudo o que ia acontecer, mas naquela altura, ele mandou tudo isso às urtigas.
Aumentaram-lhe os analgésicos intra-venosos e passada 1 hora, fomos para o quarto.
A operação foi de manhã e ficámos no hospital o resto desse dia e saímos no dia seguinte perto das 15 h.
Já no quarto levaram-lhe 2 gelados que ficaram a derreter no tabuleiro, pois ele nessa altura não gostava de gelados. Trouxeram-lhe então uma espécie de pudim, mas ele nem sequer estava disposto a fazer um esforço, por isso não o comeu também. Só gritava, gritava....
Eu tinha levado para o hospital uns carrinhos do Faísca McQueen, os preferidos dele ainda hoje, e atirou-os pelo ar, tão danado que estava.
Depois de um bom par de horas nisto, lá acalmou e adormeceu. Já me tinham informado que isso iria acontecer, pois ainda estava sob efeitos da anestesia geral.
Eu estava em fraqueza, não tinha conseguido comer nada durante o dia todo, sentia-me prestes a desmaiar.
Ele acordou passados uns meros 30 minutos e aí já lá estava o irmão mais velho. Foi o único que o conseguiu distrair por breves minutos ao ponto dele não gritar. Eu pensei que o pior já teria passado, mas estava redondamente enganada!
Mal saiu o pai e o irmão (tinha acabado o horário das visitas) desatou num pranto!! Mais gritos e gritos e eu quase a desmaiar. Deitei-me ao lado dele na cama e lá ficou, muito inquieto a noite inteira.
No dia seguinte bem cedo, o cirurgião fez-nos uma visita, observou-o e disse que estava tudo bem. Ia dar-lhe alta à tarde. Deu-me o contacto dele de casa, do telemóvel e já tinha também o do consultório.
Disse-me para ter paciência, que iam ser duas semanas complicadas, mas a primeira mais do que a segunda. E foram as duas semanas mais longas da minha vida até aquela altura.
Todas as noites durante uma semana, o médico me ligou para saber a evolução.
Eu tinha de lhe dar analgésicos para as dores, mas tinha muitas dificuldades em conseguir que ele engolisse os xaropes e comecei a dar-lhe antes em supositório.
Ficou cerca de três semanas em casa protegido contra alguma infecção, mas claro, como ainda não frequentava a escola, "táva-se bem".
Uma das partes más, também foi o facto de ele querer comer e não conseguir. Via-se que o miúdo estava com fome, mas tudo lhe custava a passar na garganta, bebia uns iogurtes líquidos a muito custo. Para ele não ver, nós tínhamos de comer às escondidas dele. Era mesmo muito mau!
Na terceira semana já andava fresco e fofo.
Como cada caso é um caso, há crianças em que o pós-operatório corre muito bem, mas o meu filho passou quase duas semanas a gritar, dia e noite, mas eu nunca o deixei uma noite que fosse!
O meu marido, dizia-me muitas vezes que ficava ele com o menino para eu poder descansar, mas eu era e sou muito teimosa e nunca aceitei.
Coisas de mãe galinha!!
É indicada quando a criança tem dificuldade em respirar e ressona devido ao crescimento das amígdalas e dos adenoides e fica com uma otite serosa que prejudica a audição.
O crescimento dessas estruturas ocorre, geralmente, após uma infecção vírica, como uma gripe, e quando não voltam a reduzir, as amígdalas na garganta e os adenoides, que são uma espécie de carne esponjosa que se localiza dentro do nariz, impedem a passagem do ar e aumentam a humidade dentro dos ouvidos, provocando um acumular de secreção que pode levar à surdez, se não for tratada.
Esta obstrução, por norma, provoca o ressonar e a apneia do sono, que é a paragem respiratória durante o sono, colocando em risco a vida da criança.
Normalmente, o aumento das amígdalas e adenoides regride até aos 6 anos, mas nos casos mais frequentes, entre os 2 e os 3 anos de idade, é indicada a cirurgia que é feita de forma simples, mas com anestesia geral e tem a duração de 30 a 45 minutos.
A retirada dos adenoides e das amígdalas é feita pelo nariz e pela boca sem necessidade de cortes na pele.
É também introduzido um tubo, chamado de tubo de ventilação no ouvido interno, para arejar o ouvido e drenar a secreção e é removido passados 12 meses.
Durante esse tempo, é aconselhável o uso de tampões nos ouvidos no mar, piscinas ou até mesmo quando se toma banho em casa para evitar que entre água.
A recuperação da cirurgia depende de criança para criança, podendo causar dores de garganta moderadas a intensas, sendo aliviadas com analgésicos prescritos pelo médico.
Nesta fase do pós operatório é importante que a criança coma gelados, iogurtes, gelatinas ou líquidos frios. Convém ser algo que não irrite a garganta da criança ou prejudique a sua cicatrização, como o pão.
Durante a semana seguinte à operação, a criança deve evitar frequentar espaços fechados e com muita gente e não deve ir à escola para evitar infecções.
Tinha um dos meus filhos 3 anos quando fez esta operação à garganta, ouvidos e nariz.
Já andava a reparar há algum tempo que o meu filho ressonava muito alto e além disso, havia paragens respiratórias durante o sono.
Decidi que iria falar com a pediatra dele durante a próxima consulta de rotina e assim fiz.
Encaminhou-me para o otorrinolaringologista que foi um anjo caído do céu.
O meu filho só conheceu este médico no momento antes de entrar para o bloco operatório, quando estávamos só os dois e o dr nos veio cumprimentar e dizer que ia correr tudo bem.
Em duas consultas que o meu filho teve com o otorrino, esteve sempre a dormir ( não descansava o suficiente durante a noite).
O exame que fez para confirmar a apneia foi uma mera pro-forma, uma vez que o médico assistiu ao vivo e a cores às paragens respiratórias dele e ao ressonar imenso.
Quando nos disse que a criança corria um sério risco de vida, é que me caiu a ficha.
A apneia pode provocar o aparecimento de problemas cardiovasculares e aumentar a morte súbita por causa cardíaca.
Agendou a cirurgia para a semana seguinte, pelo meio ainda teve uma consulta com uma anestesista.
No dia da operação, fiz-me de forte perante ele, mas assim que entrou para o bloco operatório, desfiz-me em lágrimas. Sabia que ia demorar cerca de 30 ou 45 minutos, mas passou mais de 1 hora e nada.
Assim que o vi sair do bloco, fui a correr e pude estar com ele na sala de recobro.
Não arredei pé para ele poder sentir a minha presença. Estava com os lábios e o nariz ensanguentados, além de inchados.
O cirurgião veio ter comigo ao recobro e disse que tinha corrido tudo muito bem e que não tinha sido necessário introduzir o tal tubo de ventilação, fizeram apenas uma grande limpeza aos ouvidos.
O acordar dele foi o pior!! Gritou tanto que ainda hoje, passados quase 5 anos da operação, ainda o ouço como se fosse ontem. Quanto mais gritava, mais lhe doía, e era isso que eu lhe dizia numa tentativa vã de o acalmar, mas com 3 anos, ele não percebia, e era a maneira dele me dizer que doía muito. No entanto, eu tinha-o preparado para a operação, disse-lhe tudo o que ia acontecer, mas naquela altura, ele mandou tudo isso às urtigas.
Aumentaram-lhe os analgésicos intra-venosos e passada 1 hora, fomos para o quarto.
A operação foi de manhã e ficámos no hospital o resto desse dia e saímos no dia seguinte perto das 15 h.
Já no quarto levaram-lhe 2 gelados que ficaram a derreter no tabuleiro, pois ele nessa altura não gostava de gelados. Trouxeram-lhe então uma espécie de pudim, mas ele nem sequer estava disposto a fazer um esforço, por isso não o comeu também. Só gritava, gritava....
Eu tinha levado para o hospital uns carrinhos do Faísca McQueen, os preferidos dele ainda hoje, e atirou-os pelo ar, tão danado que estava.
Depois de um bom par de horas nisto, lá acalmou e adormeceu. Já me tinham informado que isso iria acontecer, pois ainda estava sob efeitos da anestesia geral.
Eu estava em fraqueza, não tinha conseguido comer nada durante o dia todo, sentia-me prestes a desmaiar.
Ele acordou passados uns meros 30 minutos e aí já lá estava o irmão mais velho. Foi o único que o conseguiu distrair por breves minutos ao ponto dele não gritar. Eu pensei que o pior já teria passado, mas estava redondamente enganada!
Mal saiu o pai e o irmão (tinha acabado o horário das visitas) desatou num pranto!! Mais gritos e gritos e eu quase a desmaiar. Deitei-me ao lado dele na cama e lá ficou, muito inquieto a noite inteira.
No dia seguinte bem cedo, o cirurgião fez-nos uma visita, observou-o e disse que estava tudo bem. Ia dar-lhe alta à tarde. Deu-me o contacto dele de casa, do telemóvel e já tinha também o do consultório.
Disse-me para ter paciência, que iam ser duas semanas complicadas, mas a primeira mais do que a segunda. E foram as duas semanas mais longas da minha vida até aquela altura.
Todas as noites durante uma semana, o médico me ligou para saber a evolução.
Eu tinha de lhe dar analgésicos para as dores, mas tinha muitas dificuldades em conseguir que ele engolisse os xaropes e comecei a dar-lhe antes em supositório.
Ficou cerca de três semanas em casa protegido contra alguma infecção, mas claro, como ainda não frequentava a escola, "táva-se bem".
Uma das partes más, também foi o facto de ele querer comer e não conseguir. Via-se que o miúdo estava com fome, mas tudo lhe custava a passar na garganta, bebia uns iogurtes líquidos a muito custo. Para ele não ver, nós tínhamos de comer às escondidas dele. Era mesmo muito mau!
Na terceira semana já andava fresco e fofo.
Como cada caso é um caso, há crianças em que o pós-operatório corre muito bem, mas o meu filho passou quase duas semanas a gritar, dia e noite, mas eu nunca o deixei uma noite que fosse!
O meu marido, dizia-me muitas vezes que ficava ele com o menino para eu poder descansar, mas eu era e sou muito teimosa e nunca aceitei.
Coisas de mãe galinha!!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Mononucleose Infecciosa
É uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr e é transmitida pela saliva e troca de outras secreções orais como os espirros e a tosse.
É vulgarmente conhecida como a doença do beijo.
Quase 90% dos adultos têm anticorpos específicos para este vírus e certamente um dos episódios de "gripe" que tiveram nas suas infâncias ou adolescências, foi antes mononucleose infecciosa.
A infecção inicial é pela saliva alheia e os sintomas só aparecem entre 4 a 8 semanas após contraída a doença e ela é mais contagiosa durante o seu estado agudo, ou seja, quando a pessoa ainda tem febre.
De entre os sintomas podemos destacar as dores de garganta, de cabeça, musculares, abdominais, febre alta (39º-40º C), mal estar, cansaço extremo, sonolência, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço, perda de apetite e de peso, náuseas e vómitos e por vezes, hepatite moderada.
Em 50% dos casos, o baço e o fígado aumentam de volume, sendo que o baço é mais susceptível a lesões e complicações, como a ruptura do mesmo. Actividades físicas e grandes esforços devem ser evitados e mesmo algumas brincadeiras nas crianças.
Deve ser evitada também a partilha de alimentos, copos, talheres, garrafas e sobretudo não dar beijos durante as primeiras semanas da doença.
A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus, frequentemente, permanece por toda a vida da pessoa, escondido de forma latente em alguns linfócitos B (glóbulos brancos) originalmente infectados.
O diagnóstico é feito pela descrição dos sintomas, no entanto, estes não são específicos e assemelham-se aos das outras infecções, mas é confirmado por análises ao sangue e por um esfregaço à garganta.
É recomendado repouso às pessoas com mononucleose infecciosa até desaparecerem as dores de garganta, febre e sensação de mal estar.
Não há um tratamento específico para esta doença, mas paracetamol pode ser administrado para aliviar as dores e a febre.
Nenhum antibiótico contendo amoxicilina e outros derivados de penicilina pode ser administrado sob pena de agravar os efeitos da doença.
Informação adicional :
Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (www.spmi.pt)
Pois é, foi este o susto que um dos meus filhos me pregou há um ano atrás por altura do Natal.
Não sei como nem porquê, mas a mononucleose veio parar às nossas vidas sem pedir permissão.
Não era nada que não se pudesse tratar, mas como pouco conhecia a doença, fiquei assustada, ainda por cima, quando a notícia foi dada por uma médica, mais assustada do que eu, num serviço de urgência. Mas dei graças a Deus que o meu filho tivesse sido atendido por aquela médica, pois garanto que se fosse a pediatra dele, ainda hoje não sabia o que tinha sido aquilo e não teria tomado os cuidados necessários.
O meu filho ficou 1 mês em casa, sempre acompanhado, ora por mim, ora pelo pai.
Realmente, nenhum antibiótico foi receitado, mas sim Ben-u-ron e Brufen para alívio das dores de garganta e de barriga que ele tinha, para além de fazer baixar a febre altíssima.
Quando começou a melhorar destes sintomas, só queria brincadeira e eu sempre muito aflita para ele e o irmão não andarem nas "touradas" do costume. O baço inchou muito e o fígado também e essa era uma das preocupações dos médicos, pois análises foram feitas posteriormente para se ver a evolução e se nas primeiras estava tudo ok (dentro dos possíveis) nas seguintes já nem por isso, o fígado tinha aumentado para valores elevadíssimos.
O mal é que não havia mais nada a fazer, senão esperar, o corpo ia expulsar a doença.
Uma dieta rigorosa entrou em acção durante a doença: manteiga sem sal, ele odiava, por isso optei por uma light e punha muito pouca no pão ou torradas, uma vez que a gordura é do pior para o fígado, leite e iogurtes sem lactose (opção minha), cozidos e grelhados.
Nós comíamos a mesma coisa que ele, estávamos todos solidários.
O que é certo é que resultou e quando foi fazer análises novamente, o fígado já estava com os valores normalizados. Mesmo assim, ainda mantive a dieta durante mais algumas semanas.
Beijos e miminhos davamos-lhe muitos (e ainda hoje, claro) e nenhum de nós apanhou a doença.
Evitámos, porém, cumprimentar alguém com beijos na cara (nunca se sabe) e só dávamos apertos de mão.
A escola foi informada (muito importante, não esquecer) para os pais das outras crianças estarem atentos a possíveis sinais.
Acabou por correr tudo bem.
É vulgarmente conhecida como a doença do beijo.
Quase 90% dos adultos têm anticorpos específicos para este vírus e certamente um dos episódios de "gripe" que tiveram nas suas infâncias ou adolescências, foi antes mononucleose infecciosa.
A infecção inicial é pela saliva alheia e os sintomas só aparecem entre 4 a 8 semanas após contraída a doença e ela é mais contagiosa durante o seu estado agudo, ou seja, quando a pessoa ainda tem febre.
De entre os sintomas podemos destacar as dores de garganta, de cabeça, musculares, abdominais, febre alta (39º-40º C), mal estar, cansaço extremo, sonolência, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço, perda de apetite e de peso, náuseas e vómitos e por vezes, hepatite moderada.
Em 50% dos casos, o baço e o fígado aumentam de volume, sendo que o baço é mais susceptível a lesões e complicações, como a ruptura do mesmo. Actividades físicas e grandes esforços devem ser evitados e mesmo algumas brincadeiras nas crianças.
Deve ser evitada também a partilha de alimentos, copos, talheres, garrafas e sobretudo não dar beijos durante as primeiras semanas da doença.
A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus, frequentemente, permanece por toda a vida da pessoa, escondido de forma latente em alguns linfócitos B (glóbulos brancos) originalmente infectados.
O diagnóstico é feito pela descrição dos sintomas, no entanto, estes não são específicos e assemelham-se aos das outras infecções, mas é confirmado por análises ao sangue e por um esfregaço à garganta.
É recomendado repouso às pessoas com mononucleose infecciosa até desaparecerem as dores de garganta, febre e sensação de mal estar.
Não há um tratamento específico para esta doença, mas paracetamol pode ser administrado para aliviar as dores e a febre.
Nenhum antibiótico contendo amoxicilina e outros derivados de penicilina pode ser administrado sob pena de agravar os efeitos da doença.
Informação adicional :
Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (www.spmi.pt)
Pois é, foi este o susto que um dos meus filhos me pregou há um ano atrás por altura do Natal.
Não sei como nem porquê, mas a mononucleose veio parar às nossas vidas sem pedir permissão.
Não era nada que não se pudesse tratar, mas como pouco conhecia a doença, fiquei assustada, ainda por cima, quando a notícia foi dada por uma médica, mais assustada do que eu, num serviço de urgência. Mas dei graças a Deus que o meu filho tivesse sido atendido por aquela médica, pois garanto que se fosse a pediatra dele, ainda hoje não sabia o que tinha sido aquilo e não teria tomado os cuidados necessários.
O meu filho ficou 1 mês em casa, sempre acompanhado, ora por mim, ora pelo pai.
Realmente, nenhum antibiótico foi receitado, mas sim Ben-u-ron e Brufen para alívio das dores de garganta e de barriga que ele tinha, para além de fazer baixar a febre altíssima.
Quando começou a melhorar destes sintomas, só queria brincadeira e eu sempre muito aflita para ele e o irmão não andarem nas "touradas" do costume. O baço inchou muito e o fígado também e essa era uma das preocupações dos médicos, pois análises foram feitas posteriormente para se ver a evolução e se nas primeiras estava tudo ok (dentro dos possíveis) nas seguintes já nem por isso, o fígado tinha aumentado para valores elevadíssimos.
O mal é que não havia mais nada a fazer, senão esperar, o corpo ia expulsar a doença.
Uma dieta rigorosa entrou em acção durante a doença: manteiga sem sal, ele odiava, por isso optei por uma light e punha muito pouca no pão ou torradas, uma vez que a gordura é do pior para o fígado, leite e iogurtes sem lactose (opção minha), cozidos e grelhados.
Nós comíamos a mesma coisa que ele, estávamos todos solidários.
O que é certo é que resultou e quando foi fazer análises novamente, o fígado já estava com os valores normalizados. Mesmo assim, ainda mantive a dieta durante mais algumas semanas.
Beijos e miminhos davamos-lhe muitos (e ainda hoje, claro) e nenhum de nós apanhou a doença.
Evitámos, porém, cumprimentar alguém com beijos na cara (nunca se sabe) e só dávamos apertos de mão.
A escola foi informada (muito importante, não esquecer) para os pais das outras crianças estarem atentos a possíveis sinais.
Acabou por correr tudo bem.
Obstipação intestinal e impactação fecal
Sei que este tema é um pouco incómodo devido ao "ingrediente" aqui tratado: as fezes; mas infelizmente esta é uma doença que afecta mais de metade da população mundial durante algum período da sua vida, podendo ocorrer em qualquer idade.
Só em Portugal, o tratamento da obstipação é responsável por mais de 50.000 consultas médicas por ano.
Estou a lidar bem de perto com esta doença através de um dos meus filhos e desengane-se quem pensa que esta é uma doença fácil de tratar.
Há duas semanas, dei com o meu filho deitado no chão do quarto a chorar muito com dores de barriga e de imediato o levei a um centro de saúde com atendimento permanente.
Fizeram-lhe um raio x simples ao abdómen. Quando veio o resultado, o médico que primeiro atendeu o meu filho, perguntou-me: "Para que hospital quer ir?" Caiu-me tudo!! Fiquei especada sem conseguir interiorizar o que aquilo sugeria.
Fez uma cartinha com a transferência para um hospital. Lá chegados, o médico das urgências que o viu, também ficou assustado quando viu o raio x, tinha impactação fecal, os intestinos estavam cheios de fezes e ainda para complicar mais, tinha muitos gazes acumulados. Não havia ele de ter dores insuportáveis!!!????
Neste hospital deram-lhe um clister para ver se "amansávamos" o problema por ali sem necessidades de um tratamento mais invasivo.
Mal lhe deram o clister, o meu filho foi a correr para a casa de banho. Foi tiro e queda!
No entanto, aconselharam-me a ir a uma consulta de gastroenterologia e até me deram o nome de uma médica especialista.
Na semana passada, esta médica mandou fazer outros exames complementares de diagnóstico, como as análises clínicas ao sangue e às fezes e um Teste de Hidrogénio Expirado com Lactose, para se saber a tolerância à lactose, pois, por vezes, a obstipação pode estar associada à intolerância à lactose (leite e seus derivados).
Embora saibamos o que ele tem, temos de saber o porquê de o ter e como prevenir e evitar que volte a ter. É muito doloroso e incómodo, principalmente para uma criança.
O que é a obstipação?
Uma pessoa saudável apresenta um trânsito intestinal razoavelmente regular e as fezes são eliminadas do organismo com facilidade, sem muito esforço ou desconforto.
No cólon saudável, uma parte da água é extraída das fezes, mas se for demasiada a água a ser extraída, as fezes permanecem tempo excessivo no cólon, desidratam e endurecem.
Na obstipação, a frequência das dejecções é menor do que a esperada e aí as fezes tornam-se duras, secas e difíceis de expelir.
Alguns dos factores que mais contribuem para a obstipação, podem incluir uma alimentação pobre em fibras, pois são necessárias cerca de 25 a 30 g de fibras diariamente para amolecer as fezes e normalizar o trânsito intestinal. As fibras podem ser encontradas nos cereais, nas ervilhas, favas, feijão-frade, amêndoas com casca e em alguns frutos como o maracujá, maçãs, pêras, tangerina, uvas, morangos, etc.
Outros dos factores são a ingestão insuficiente de líquidos para ajudar a prevenir a desidratação e o endurecimento das fezes. A água, sumo, leite são alguns desses líquidos, mas a sopa e guisados também o têm.
O exercício físico regular também é necessário para promover a contracção normal dos músculos da parede intestinal.
Ignorar a vontade de defecar ou adiar a ida à casa de banho é outro factor muito importante, pois se a pessoa evacuar logo que sente vontade, reforça o reflexo nervoso normal, o que ajuda na eliminação das fezes com mais facilidade. Às vezes a vontade é ignorada por não termos acesso a um wc, mas este adiamento repetido leva à perda do automatismo de defecar, conduzindo a problemas de obstipação.
O uso prolongado de laxantes torna o intestino dependente destes medicamentos para o seu regular funcionamento.
Quando a pessoa sente dor ou desconforto anal, pode, por vezes, reprimir a vontade de defecar, acabando também por desenvolver obstipação.
As manifestações clínicas incluem: menos de três dejecções por semana; fezes duras associadas a defecação dolorosa ou difícil; necessidade de um esforço excessivo para defecar; sensação da dejecção não ter sido completa.
Ocasionalmente, a obstipação crónica evolui para um impacto fecal, que consiste na obstrução do intestino grosso (cólon) por uma massa de fezes que já não consegue ser impulsionada pelos movimentos intestinais. O impacto fecal pode causar dores e vómitos e uma pessoa com este problema, pode precisar de um tratamento urgente ou até mesmo de internamento hospitalar.
Esta massa de fezes chama-se fecaloma.
Os sintomas da impactação fecal incluem: fezes líquidas que passam em volta da massa de fezes impactadas e podem ser confundidas com diarreia (falsa diarreia); dores abdominais, especialmente após as refeições; vontade persistente em defecar; náuseas e vómitos; dores de cabeça; falta de apetite e perda de peso; mal-estar geral; se o problema não for tratado, pode surgir desidratação, taquicardia, respiração rápida, agitação, febre, confusão mental e incontinência urinária.
Podem ser tomadas medidas preventivas tais como um aumento da ingestão de líquidos e do conteúdo de fibras na dieta e a prática de exercício físico.
Se estas medidas não forem eficazes, deve consultar-se um médico.
Se para além da obstipação. apresentar sangue nas fezes, dores abdominais ou distensão abdominal, deve procurar imediatamente um médico.
Se os sintomas indicarem a possibilidade de existir um impacto fecal, o médico poderá confirmar este diagnóstico através de um raio x simples do abdómen, análises ao sangue e outros exames.
As pessoas com idade igual ou superior a 50 anos apresentam uma maior probabilidade de desenvolverem pólipos ou cancro do cólon. A obstipação que aparece de novo pode ser um sintoma dessas doenças, pelo que o seu médico poderá mandar fazer uma colonoscopia que examina todo o cólon.
Se apresentar sintomas desconfortáveis de obstipação, é razoável recorrer a um tratamento com laxantes para evacuar, mas sempre por indicação médica.
Os clisteres também são usados no tratamento da obstipação e estão à venda em farmácias podendo ser adquiridos sem receita médica.
Fonte: Harvard Medical School Portugal (www.hmsportugal.wordpress.com)
Para informação adicional:
Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (www.apmgf.pt)
Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (www.spg.pt)
Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (www.sped.pt)
Hoje já fui com o meu filho fazer análises ao sangue e às fezes e vou aguardar ansiosamente pelos resultados. Estou também à espera da resposta de duas clínicas para fazer o Teste de Hidrogénio Expirado com Lactose, pois nem todas as clínicas o fazem. Perguntei a quatro clínicas se faziam o exame; duas já me disseram que não, aguardo resposta das outras duas, enquanto procuro outras clínicas.
Gostaria de fazer o exame antes do Natal, mas já estou a ver que não vai ser possível.
Por falar em Natal, lembro-me que no ano passado, por esta altura, este mesmo filho já me deu preocupações quando lhe foi diagnosticada Mononucleose Infecciosa!!
Mas desta outra doença falarei num outro post.
Só em Portugal, o tratamento da obstipação é responsável por mais de 50.000 consultas médicas por ano.
Estou a lidar bem de perto com esta doença através de um dos meus filhos e desengane-se quem pensa que esta é uma doença fácil de tratar.
Há duas semanas, dei com o meu filho deitado no chão do quarto a chorar muito com dores de barriga e de imediato o levei a um centro de saúde com atendimento permanente.
Fizeram-lhe um raio x simples ao abdómen. Quando veio o resultado, o médico que primeiro atendeu o meu filho, perguntou-me: "Para que hospital quer ir?" Caiu-me tudo!! Fiquei especada sem conseguir interiorizar o que aquilo sugeria.
Fez uma cartinha com a transferência para um hospital. Lá chegados, o médico das urgências que o viu, também ficou assustado quando viu o raio x, tinha impactação fecal, os intestinos estavam cheios de fezes e ainda para complicar mais, tinha muitos gazes acumulados. Não havia ele de ter dores insuportáveis!!!????
Neste hospital deram-lhe um clister para ver se "amansávamos" o problema por ali sem necessidades de um tratamento mais invasivo.
Mal lhe deram o clister, o meu filho foi a correr para a casa de banho. Foi tiro e queda!
No entanto, aconselharam-me a ir a uma consulta de gastroenterologia e até me deram o nome de uma médica especialista.
Na semana passada, esta médica mandou fazer outros exames complementares de diagnóstico, como as análises clínicas ao sangue e às fezes e um Teste de Hidrogénio Expirado com Lactose, para se saber a tolerância à lactose, pois, por vezes, a obstipação pode estar associada à intolerância à lactose (leite e seus derivados).
Embora saibamos o que ele tem, temos de saber o porquê de o ter e como prevenir e evitar que volte a ter. É muito doloroso e incómodo, principalmente para uma criança.
O que é a obstipação?
Uma pessoa saudável apresenta um trânsito intestinal razoavelmente regular e as fezes são eliminadas do organismo com facilidade, sem muito esforço ou desconforto.
No cólon saudável, uma parte da água é extraída das fezes, mas se for demasiada a água a ser extraída, as fezes permanecem tempo excessivo no cólon, desidratam e endurecem.
Na obstipação, a frequência das dejecções é menor do que a esperada e aí as fezes tornam-se duras, secas e difíceis de expelir.
Alguns dos factores que mais contribuem para a obstipação, podem incluir uma alimentação pobre em fibras, pois são necessárias cerca de 25 a 30 g de fibras diariamente para amolecer as fezes e normalizar o trânsito intestinal. As fibras podem ser encontradas nos cereais, nas ervilhas, favas, feijão-frade, amêndoas com casca e em alguns frutos como o maracujá, maçãs, pêras, tangerina, uvas, morangos, etc.
Outros dos factores são a ingestão insuficiente de líquidos para ajudar a prevenir a desidratação e o endurecimento das fezes. A água, sumo, leite são alguns desses líquidos, mas a sopa e guisados também o têm.
O exercício físico regular também é necessário para promover a contracção normal dos músculos da parede intestinal.
Ignorar a vontade de defecar ou adiar a ida à casa de banho é outro factor muito importante, pois se a pessoa evacuar logo que sente vontade, reforça o reflexo nervoso normal, o que ajuda na eliminação das fezes com mais facilidade. Às vezes a vontade é ignorada por não termos acesso a um wc, mas este adiamento repetido leva à perda do automatismo de defecar, conduzindo a problemas de obstipação.
O uso prolongado de laxantes torna o intestino dependente destes medicamentos para o seu regular funcionamento.
Quando a pessoa sente dor ou desconforto anal, pode, por vezes, reprimir a vontade de defecar, acabando também por desenvolver obstipação.
As manifestações clínicas incluem: menos de três dejecções por semana; fezes duras associadas a defecação dolorosa ou difícil; necessidade de um esforço excessivo para defecar; sensação da dejecção não ter sido completa.
Ocasionalmente, a obstipação crónica evolui para um impacto fecal, que consiste na obstrução do intestino grosso (cólon) por uma massa de fezes que já não consegue ser impulsionada pelos movimentos intestinais. O impacto fecal pode causar dores e vómitos e uma pessoa com este problema, pode precisar de um tratamento urgente ou até mesmo de internamento hospitalar.
Esta massa de fezes chama-se fecaloma.
Os sintomas da impactação fecal incluem: fezes líquidas que passam em volta da massa de fezes impactadas e podem ser confundidas com diarreia (falsa diarreia); dores abdominais, especialmente após as refeições; vontade persistente em defecar; náuseas e vómitos; dores de cabeça; falta de apetite e perda de peso; mal-estar geral; se o problema não for tratado, pode surgir desidratação, taquicardia, respiração rápida, agitação, febre, confusão mental e incontinência urinária.
Podem ser tomadas medidas preventivas tais como um aumento da ingestão de líquidos e do conteúdo de fibras na dieta e a prática de exercício físico.
Se estas medidas não forem eficazes, deve consultar-se um médico.
Se para além da obstipação. apresentar sangue nas fezes, dores abdominais ou distensão abdominal, deve procurar imediatamente um médico.
Se os sintomas indicarem a possibilidade de existir um impacto fecal, o médico poderá confirmar este diagnóstico através de um raio x simples do abdómen, análises ao sangue e outros exames.
As pessoas com idade igual ou superior a 50 anos apresentam uma maior probabilidade de desenvolverem pólipos ou cancro do cólon. A obstipação que aparece de novo pode ser um sintoma dessas doenças, pelo que o seu médico poderá mandar fazer uma colonoscopia que examina todo o cólon.
Se apresentar sintomas desconfortáveis de obstipação, é razoável recorrer a um tratamento com laxantes para evacuar, mas sempre por indicação médica.
Os clisteres também são usados no tratamento da obstipação e estão à venda em farmácias podendo ser adquiridos sem receita médica.
Fonte: Harvard Medical School Portugal (www.hmsportugal.wordpress.com)
Para informação adicional:
Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (www.apmgf.pt)
Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (www.spg.pt)
Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (www.sped.pt)
Hoje já fui com o meu filho fazer análises ao sangue e às fezes e vou aguardar ansiosamente pelos resultados. Estou também à espera da resposta de duas clínicas para fazer o Teste de Hidrogénio Expirado com Lactose, pois nem todas as clínicas o fazem. Perguntei a quatro clínicas se faziam o exame; duas já me disseram que não, aguardo resposta das outras duas, enquanto procuro outras clínicas.
Gostaria de fazer o exame antes do Natal, mas já estou a ver que não vai ser possível.
Por falar em Natal, lembro-me que no ano passado, por esta altura, este mesmo filho já me deu preocupações quando lhe foi diagnosticada Mononucleose Infecciosa!!
Mas desta outra doença falarei num outro post.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Conversa da hora de almoço
Pois é...ultimamente não me tem apetecido almoçar com companhia, mas hoje, lá fiz um esforço e almocei com alguns dos meus colegas.
Normalmente, os temas costumavam ser muito interessantes: sexo, sexo, sexo...
Cada palavra dita era logo levada para o "lado do mal".
Hoje, porém, começamos por falar do molho de francesinhas e da sua confecção.
Embora viva na Ericeira há muitos anos, sou do Porto (não nascida, mas criada) e como quase todos os tripeiros que se prezem, sei fazer o molho das ditas francesinhas, graças à minha mãezinha.
Hoje em dia, já muitos restaurantes da capital, e não só, têm francesinhas no seu menu, mas muitas pessoas quando as comem, não apreciam e perguntam: é isto uma francesinha?? Que horror!!
Há algum tempo, enchi-me de coragem e lá fui experimentar uma francesinha num restaurante em Lisboa e tive de concordar com o que me diziam: não prestava de todo! O molho tinha tal e qual o sabor de um tempero de bifes. Sabem quando se deixa carne temperada de um dia para o outro? Pois...era tal e qual...sabia a vinho e até a cor era deslavada, não tinha aquele tom laranja característico. O molho tem muito que se lhe diga, leva muitos ingredientes que a maior parte das pessoas desconhece e, se depender de mim, vão continuar a desconhecer, fica no segredo dos deuses e dos tripeiros.
Outro dos assuntos de que falámos, foi acerca do sal. Tudo porque eu estava a comer meia dúzia de batatas fritas de pacote. Meu Deus!! O que fui eu fazer!!!!!!!!!!! Mas depois, ainda piorei a situação ao dizer que, de vez em quando, comia uns amendoins daqueles carregadinhos do mal, salgados e picantes. Não é sempre, mas às vezes sabe-me bem enquanto vejo o Walking Dead, ingerir uma dose generosa de sal. A relação que a série e o sal têm um com o outro, desconheço, mas o que é certo é que gosto muito. Tenho pena, mas ainda bem que acabou agora a primeira parte da 5ª temporada ih ih ih. Adiante, os meus colegas começaram logo a fazer as contas para calcular a quantidade de sal que eu como por dia. NÃO como batatas fritas e amendoins todos os dias!! Qual foi a parte que eles não perceberam?
Vai daí, mudei o rumo à conversa (para meu bem) e disse que tinha ido a uma loja de roupa e que tinha comprado umas calças e uma camisola. Um tema bem mais seguro...pensava eu!
Disse-lhes, também, que não gosto de comprar roupa para mim, sozinha, pois gosto sempre de ter uma segunda opinião. Acho que os espelhos não devolvem, de todo, a nossa verdadeira imagem. Eu acho que são como as televisões que fazem sempre as pessoas mais gordas do que na realidade são.
Quando compro roupa e a experimento na loja, gosto que esteja alguém do meu lado a dizer se a(s) peça(s) me fica(m) bem ou não. Se a pessoa diz que fica bem e eu concordo, compro, mas se essa pessoa diz que fica mal e eu acho que me fica bem, já não compro. Taras!!
Como não podia deixar de ser, a conversa depressa passou para o tema das gorduras: quem tem excesso de peso, quem pratica algum tipo de desporto, etc.
Eu que não pratico desporto, não me sinto gorda, mas também já estive melhor quando há cerca de 1 ano perdi 10 kg e consegui manter o peso por muitos meses. Desses 10 kg, acho que consegui encontrar uns 4 ou 5 !! Para a próxima não os procuro! Perdi, perdi, pronto e não se fala mais nisso.
Como muitas pessoas me diziam: estás tão magra!!! Qualquer dia desapareces!! Onde tens o rabo?, resolvi comer mais um bocadinho do que aquilo a que me habituei e pronto, foi suficiente. Hoje: acho que posso comer um hamburguer, estou tão magra que não é por aí. Amanhã: estava mesmo a apetecer-me uma pizza, que delícia! Depois: está tanto calor que um gelado vinha mesmo a calhar.
As desculpas que eu (nós) arranjamos para dar asas ao nosso palato! Estou com falta de açúcar, vou comprar um chocolate. Mas o pior, é que não consigo comer um quadradinho só, vai a tablete inteira!
Às vezes, chego a comprar e a esconder dos meus filhos e penso: é para o bem deles, só lhes faz mal.
Qual quê, eu é que penso assim só para não ficar com o peso na consciência, porque o que me interessa mesmo é comer o chocolate todo sozinha!!! E Mon Cheri?? Ui, que delícia! Aquilo que eu gosto desses bombons!! Não consigo comer um ou dois, vai logo a caixa toda. O que vale é que não embebeda!!
Aqui fica um miminho para mim, já que não posso devo comer, pelo menos, aprecio a embalagem!
Normalmente, os temas costumavam ser muito interessantes: sexo, sexo, sexo...
Cada palavra dita era logo levada para o "lado do mal".
Hoje, porém, começamos por falar do molho de francesinhas e da sua confecção.
Embora viva na Ericeira há muitos anos, sou do Porto (não nascida, mas criada) e como quase todos os tripeiros que se prezem, sei fazer o molho das ditas francesinhas, graças à minha mãezinha.
Hoje em dia, já muitos restaurantes da capital, e não só, têm francesinhas no seu menu, mas muitas pessoas quando as comem, não apreciam e perguntam: é isto uma francesinha?? Que horror!!
Há algum tempo, enchi-me de coragem e lá fui experimentar uma francesinha num restaurante em Lisboa e tive de concordar com o que me diziam: não prestava de todo! O molho tinha tal e qual o sabor de um tempero de bifes. Sabem quando se deixa carne temperada de um dia para o outro? Pois...era tal e qual...sabia a vinho e até a cor era deslavada, não tinha aquele tom laranja característico. O molho tem muito que se lhe diga, leva muitos ingredientes que a maior parte das pessoas desconhece e, se depender de mim, vão continuar a desconhecer, fica no segredo dos deuses e dos tripeiros.
Outro dos assuntos de que falámos, foi acerca do sal. Tudo porque eu estava a comer meia dúzia de batatas fritas de pacote. Meu Deus!! O que fui eu fazer!!!!!!!!!!! Mas depois, ainda piorei a situação ao dizer que, de vez em quando, comia uns amendoins daqueles carregadinhos do mal, salgados e picantes. Não é sempre, mas às vezes sabe-me bem enquanto vejo o Walking Dead, ingerir uma dose generosa de sal. A relação que a série e o sal têm um com o outro, desconheço, mas o que é certo é que gosto muito. Tenho pena, mas ainda bem que acabou agora a primeira parte da 5ª temporada ih ih ih. Adiante, os meus colegas começaram logo a fazer as contas para calcular a quantidade de sal que eu como por dia. NÃO como batatas fritas e amendoins todos os dias!! Qual foi a parte que eles não perceberam?
Vai daí, mudei o rumo à conversa (para meu bem) e disse que tinha ido a uma loja de roupa e que tinha comprado umas calças e uma camisola. Um tema bem mais seguro...pensava eu!
Disse-lhes, também, que não gosto de comprar roupa para mim, sozinha, pois gosto sempre de ter uma segunda opinião. Acho que os espelhos não devolvem, de todo, a nossa verdadeira imagem. Eu acho que são como as televisões que fazem sempre as pessoas mais gordas do que na realidade são.
Quando compro roupa e a experimento na loja, gosto que esteja alguém do meu lado a dizer se a(s) peça(s) me fica(m) bem ou não. Se a pessoa diz que fica bem e eu concordo, compro, mas se essa pessoa diz que fica mal e eu acho que me fica bem, já não compro. Taras!!
Como não podia deixar de ser, a conversa depressa passou para o tema das gorduras: quem tem excesso de peso, quem pratica algum tipo de desporto, etc.
Eu que não pratico desporto, não me sinto gorda, mas também já estive melhor quando há cerca de 1 ano perdi 10 kg e consegui manter o peso por muitos meses. Desses 10 kg, acho que consegui encontrar uns 4 ou 5 !! Para a próxima não os procuro! Perdi, perdi, pronto e não se fala mais nisso.
Como muitas pessoas me diziam: estás tão magra!!! Qualquer dia desapareces!! Onde tens o rabo?, resolvi comer mais um bocadinho do que aquilo a que me habituei e pronto, foi suficiente. Hoje: acho que posso comer um hamburguer, estou tão magra que não é por aí. Amanhã: estava mesmo a apetecer-me uma pizza, que delícia! Depois: está tanto calor que um gelado vinha mesmo a calhar.
As desculpas que eu (nós) arranjamos para dar asas ao nosso palato! Estou com falta de açúcar, vou comprar um chocolate. Mas o pior, é que não consigo comer um quadradinho só, vai a tablete inteira!
Às vezes, chego a comprar e a esconder dos meus filhos e penso: é para o bem deles, só lhes faz mal.
Qual quê, eu é que penso assim só para não ficar com o peso na consciência, porque o que me interessa mesmo é comer o chocolate todo sozinha!!! E Mon Cheri?? Ui, que delícia! Aquilo que eu gosto desses bombons!! Não consigo comer um ou dois, vai logo a caixa toda. O que vale é que não embebeda!!
Aqui fica um miminho para mim, já que não
terça-feira, 25 de novembro de 2014
A resposta...
Foi esta a resposta que o meu amigo me deu, por e-mail, quando viu o que eu tinha escrito no blogue:
Fiquei sem palavras e olha que muito dificilmente algo ou
alguém me consegue tirar as palavras da boca….foi sem sombra de dúvida o melhor
do melhor neste marasmo de acontecimentos, neste mar demasiado “flat” para quem
gosta de viver em aguas agitadas pelas emoções….
Resta-me agradecer de peito aberto, de coração solidário as
palavras que me dedicaste, afinal de contas, como alguém um dia me disse “…da
vida tiramos, dores, alegrias, mas sem os amigos, nada disto fará sentido…”
Não te preocupes, estarei por aqui como sempre…..porque quem
gosta cuida, preserva, estima…e eu cuidarei de ti com a mesma devoção que tenho
tido desde que te recebi como amiga.
“…You never walk alone..”
Um amigo...
Quando eu vou almoçar sozinha, é porque quero estar só, com os meus pensamentos, com o meu mau feitio, pois sinto que neste momento, não consigo ser uma boa companhia para ninguém.
Não sei como é que consegues, mesmo sujeitando-te a ouvir o que não queres, mesmo correndo o risco de eu ser desagradável para ti, vens sempre, e és sempre bem-vindo.
Consegues SEMPRE derrubar a barreira que tenho erguido à minha volta nos dois últimos meses, consegues pôr-me a falar, consegues pôr-me a rir, consegues ver que eu ainda estou lá, ainda não me perdi completamente, ainda há uma hipótese para mim.
Não sei como o fazes, nem porque o fazes, só sei que o consegues como ninguém.
Penso que é isto a verdadeira amizade.
Procuras-me quando me sentes triste, tens sempre uma palavra amiga, tens sempre um carinho, um abraço, mesmo quando tu próprio não estás bem.
Sinto uma revolta tão grande contra o mundo, sinto que vou explodir a qualquer momento, mas tu nunca deixas de te aproximar, mesmo quando os estilhaços estão a ponto de te atingir também.
Se havia momento que eu adorava, eram as nossas fantásticas horas de almoço, em que todos nos ríamos com toda e qualquer piada.
Agora, não consigo mais...
Amigo, nunca, mas nunca te vou esquecer, mesmo que um dia, os nossos caminhos deixem de se cruzar.
OBRIGADO POR EXISTIRES NA MINHA VIDA
Não sei como é que consegues, mesmo sujeitando-te a ouvir o que não queres, mesmo correndo o risco de eu ser desagradável para ti, vens sempre, e és sempre bem-vindo.
Consegues SEMPRE derrubar a barreira que tenho erguido à minha volta nos dois últimos meses, consegues pôr-me a falar, consegues pôr-me a rir, consegues ver que eu ainda estou lá, ainda não me perdi completamente, ainda há uma hipótese para mim.
Não sei como o fazes, nem porque o fazes, só sei que o consegues como ninguém.
Penso que é isto a verdadeira amizade.
Procuras-me quando me sentes triste, tens sempre uma palavra amiga, tens sempre um carinho, um abraço, mesmo quando tu próprio não estás bem.
Sinto uma revolta tão grande contra o mundo, sinto que vou explodir a qualquer momento, mas tu nunca deixas de te aproximar, mesmo quando os estilhaços estão a ponto de te atingir também.
Se havia momento que eu adorava, eram as nossas fantásticas horas de almoço, em que todos nos ríamos com toda e qualquer piada.
Agora, não consigo mais...
Amigo, nunca, mas nunca te vou esquecer, mesmo que um dia, os nossos caminhos deixem de se cruzar.
OBRIGADO POR EXISTIRES NA MINHA VIDA
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Escola fechada
O que fazemos quando tentamos deixar os nossos filhos na escola e não conseguimos por esta se encontrar fechada a cadeado?
Hoje, e para começar bem o dia, aconteceu-me uma situação destas!
Porque o meu filho tem prolongamento, eram 7,30 h quando o levei à escola, e qual não foi o meu espanto, ou não, porque se calhar já estava a contar que mais dia menos dia fosse acontecer uma situação assim, ao ver que a mesma se encontrava fechada a cadeado, com um letreiro onde se lia "nem mais um dia sem aulas!".
As senhoras auxiliares, responsáveis pela abertura da escola, encontravam-se à porta, de chave na mão, mas impedidas de cumprir a sua função de receber os alunos.
Uma delas disse que já tinha chamado a GNR, mas eu, assim como outros pais que entretanto foram chegando, não se podiam dar ao luxo de estar à espera das forças de segurança e posteriormente dos bombeiros para cortarem a corrente que lá se encontrava.
Pais que têm o tempo contado para chegar a horas ao emprego e alguns, como eu, ainda vão para longe.
Conclusão: tive de ir trabalhar e levar o meu filho.
O mais caricato de tudo isto é que quando mais tarde me dirigi lá de novo (e já estava tudo normalizado) não queriam deixar entrar o meu educando por estar atrasado e as aulas já estarem a decorrer. O QUÊ???? Depois de dadas as devidas explicações ao que tinha acontecido de manhã, mesmo assim, não queriam deixar entrar o meu filho, até que lá apareceu uma das senhoras que me viu de manhã, me reconheceu e confirmou que eu já lá tinha estado. Muito a contragosto, a 1ª senhora lá deu autorização. Agora pergunto: e o tempo e dinheiro que eu perdi no anda para lá e para cá?
É justo para os alunos que têm professores, terem de pagar também pelos que não têm?
Soube mais tarde que tinha sido a Associação de Pais quem encerrou a escola. Já teriam marcada para hoje uma manifestação em que apelavam aos pais, alunos, professores e demais docentes para participar. Eu pensei: porque não? Vou e dou a minha voz por uma luta que não é minha este ano, mas pode ser no próximo! Agora, depois disto tudo, penso que perderam completamente a razão ao prejudicarem outros alunos.
Exmo Sr Ministro da Educação, faça alguma coisa de útil, para variar, e demita-se!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Voltar às rotinas
Pensei que seria mais fácil voltar a entrar nas rotinas diárias, mas o ano lectivo já começou à duas semanas e as regras ainda não estão completamente restabelecidas.
Sei que ter uma atitude autoritária não é a melhor solução. Vamos ter calma, pois se para nós, pais, nos custa voltar ao trabalho depois de duas ou três semanas de férias, imaginem como eles se sentem após 3 meses!
Que pais têm 3 meses de férias? Nenhum, a não ser que esteja desempregado!
Lá temos nós de andar à procura de ATL's, escolas que tenham actividades de Verão durante as interrupções lectivas ou de familiares que nos dêm algum suporte.
Em casa, a maratona diária continua, com TPC's de um e de outro, fazer máquinas de roupa dia sim dia não, passar a ferro com a mesma frequência, arranjar de véspera a roupa para o dia seguinte, refeições a contar com as marmitas que se leva para o trabalho, banhos, tratar do cão, etc...
Os vossos filhos também são esquisitos no que respeita à alimentação?
Os meus são mesmo muito esquisitos. O meu mais velho ainda consegue almoçar em casa 3 dias por semana e os restantes, lá se desenrasca na escola.
O que me preocupa é o mais novo, pois quase todos os dias se queixa da comida da escola.
Porque será que na maior parte das escolas despediram as cozinheiras e contrataram empresas de catering? Estas empresas chegam a preparar mais de 700 refeições diárias para serem distribuídas por escolas, creches, ATL's, infantários, externatos, etc...
Será que a quantidade é amiga da qualidade' Não me parece, mas posso estar enganada!
Falemos agora da segurança nas escolas. No outro dia quando fui buscar o meu filho, trouxeram-me outra criança com o mesmo nome e apelido do meu. As hipóteses de haver na mesma escola duas ou mais crianças com o mesmo nome são imensas, mas as senhoras auxiliares nem sequer pedem a identificação dos pais, principalmente quando há crianças novas em determinada escola, como é o caso do meu pequenote. E se eu fosse uma pessoa mal intencionada, o que teria acontecido àquele menino? Ainda hoje,li uma notícia de um homem na China que esfaqueou até à morte 4 crianças numa escola primária. Deixa-nos a pensar!
Volto em breve. Beijocas
Sei que ter uma atitude autoritária não é a melhor solução. Vamos ter calma, pois se para nós, pais, nos custa voltar ao trabalho depois de duas ou três semanas de férias, imaginem como eles se sentem após 3 meses!
Que pais têm 3 meses de férias? Nenhum, a não ser que esteja desempregado!
Lá temos nós de andar à procura de ATL's, escolas que tenham actividades de Verão durante as interrupções lectivas ou de familiares que nos dêm algum suporte.
Em casa, a maratona diária continua, com TPC's de um e de outro, fazer máquinas de roupa dia sim dia não, passar a ferro com a mesma frequência, arranjar de véspera a roupa para o dia seguinte, refeições a contar com as marmitas que se leva para o trabalho, banhos, tratar do cão, etc...
Os vossos filhos também são esquisitos no que respeita à alimentação?
Os meus são mesmo muito esquisitos. O meu mais velho ainda consegue almoçar em casa 3 dias por semana e os restantes, lá se desenrasca na escola.
O que me preocupa é o mais novo, pois quase todos os dias se queixa da comida da escola.
Porque será que na maior parte das escolas despediram as cozinheiras e contrataram empresas de catering? Estas empresas chegam a preparar mais de 700 refeições diárias para serem distribuídas por escolas, creches, ATL's, infantários, externatos, etc...
Será que a quantidade é amiga da qualidade' Não me parece, mas posso estar enganada!
Falemos agora da segurança nas escolas. No outro dia quando fui buscar o meu filho, trouxeram-me outra criança com o mesmo nome e apelido do meu. As hipóteses de haver na mesma escola duas ou mais crianças com o mesmo nome são imensas, mas as senhoras auxiliares nem sequer pedem a identificação dos pais, principalmente quando há crianças novas em determinada escola, como é o caso do meu pequenote. E se eu fosse uma pessoa mal intencionada, o que teria acontecido àquele menino? Ainda hoje,li uma notícia de um homem na China que esfaqueou até à morte 4 crianças numa escola primária. Deixa-nos a pensar!
Volto em breve. Beijocas
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Não é fácil...
Sei que não é fácil viver comigo, mas sou uma mulher e mãe como tantas outras!
Hoje em dia vivemos tão stressados que não reparamos em pequenas e simples coisas, como uma flor, um canto de um pássaro, o ruído das ondas...
Quem como eu, tem a sorte de viver muito próximo do mar, sabe do que falo.
Durante os dias da semana, a correria é imensa e não dou importância a essas pequeninas, mas tão importantes coisas! Quando acordo, às 6 h, começa a minha maratona diária.
Um banho quente é sempre bem-vindo e para mim, a melhor maneira de conseguir abrir completamente os olhos! Depois começo a acordar quem quer que se encontre naquela casa...e fora dela! Coitado do Benji! O Benji é o meu boxer, lindo, meigo e acima de tudo muito brincalhão; com 5 anos ainda pensa que é cachorro!
Corro para acordar os meus filhos, um com 14 e outro com 7 anos. O mais velho lá se desenrasca sozinho, mas muitas vezes, ainda preciso perguntar-lhe coisas como: já lavaste os dentes? Tens tudo o que precisas na mochila? E ginástica, vais ter hoje? Marcaste o almoço lá na escola? Enfim...
Ainda por cima, joga futebol, num clube da nossa vila. Dois dias por semana, lá vou eu ou o meu marido, levá-lo aos treinos. Ao fim-de-semana, tem tido jogos de treino, pois o campeonato ainda não começou para os iniciados. Mais uma vez a ladainha do costume: tens o equipamento de jogo e o de aquecimento? Toalha, champô,sabonete,chinelos para o banho? Chuteiras e caneleiras, onde estão?
Quanto ao mais novo, ainda é muito dependente de mim! Culpa minha? Talvez...mas gosto disso! Tem tempo para sair debaixo das saias da mãe. Penso que a infância é tão curta e há que aproveitá-la bem! Há tempo para ganhar responsabilidades, cumprir horários, arranjar a roupa do dia seguinte, ver se há TPC's. Tudo isto cabe-nos a nós, pais. Eu sei que sobra muito pouco tempo para mim, mas e quando eu tiver o tempo todo do mundo, o que faço com ele? Vou ter de arranjar outro alvo para melgar e aí, o meu marido que não me ouça ou vai querer estar na Austrália!!
Amanhã volto com mais um pouco do meu dia a dia e vou querer ouvir-vos a todos! Beijocas
Hoje em dia vivemos tão stressados que não reparamos em pequenas e simples coisas, como uma flor, um canto de um pássaro, o ruído das ondas...
Quem como eu, tem a sorte de viver muito próximo do mar, sabe do que falo.
Durante os dias da semana, a correria é imensa e não dou importância a essas pequeninas, mas tão importantes coisas! Quando acordo, às 6 h, começa a minha maratona diária.
Um banho quente é sempre bem-vindo e para mim, a melhor maneira de conseguir abrir completamente os olhos! Depois começo a acordar quem quer que se encontre naquela casa...e fora dela! Coitado do Benji! O Benji é o meu boxer, lindo, meigo e acima de tudo muito brincalhão; com 5 anos ainda pensa que é cachorro!
Corro para acordar os meus filhos, um com 14 e outro com 7 anos. O mais velho lá se desenrasca sozinho, mas muitas vezes, ainda preciso perguntar-lhe coisas como: já lavaste os dentes? Tens tudo o que precisas na mochila? E ginástica, vais ter hoje? Marcaste o almoço lá na escola? Enfim...
Ainda por cima, joga futebol, num clube da nossa vila. Dois dias por semana, lá vou eu ou o meu marido, levá-lo aos treinos. Ao fim-de-semana, tem tido jogos de treino, pois o campeonato ainda não começou para os iniciados. Mais uma vez a ladainha do costume: tens o equipamento de jogo e o de aquecimento? Toalha, champô,sabonete,chinelos para o banho? Chuteiras e caneleiras, onde estão?
Quanto ao mais novo, ainda é muito dependente de mim! Culpa minha? Talvez...mas gosto disso! Tem tempo para sair debaixo das saias da mãe. Penso que a infância é tão curta e há que aproveitá-la bem! Há tempo para ganhar responsabilidades, cumprir horários, arranjar a roupa do dia seguinte, ver se há TPC's. Tudo isto cabe-nos a nós, pais. Eu sei que sobra muito pouco tempo para mim, mas e quando eu tiver o tempo todo do mundo, o que faço com ele? Vou ter de arranjar outro alvo para melgar e aí, o meu marido que não me ouça ou vai querer estar na Austrália!!
Amanhã volto com mais um pouco do meu dia a dia e vou querer ouvir-vos a todos! Beijocas
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